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Campus Açailândia

  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 29/07/2009 21h49
  • última modificação 29/07/2009 21h49

Dando prosseguimento ao plano de expansão da rede federal de educação, ciência e tecnologia, o Instituto Federal do Maranhão implantou um Campus na cidade de Açailândia.

 

Inserido numa importante área de expansão econômica, onde as guserias e indústrias alimentícias contribuem decisivamente para o desenvolvimento da cidade e região, na sua implantação, o Campus Açailândia oferece quatro cursos técnicos na modalidade integrada ao ensino médio buscando atender a demanda regional de mão de obra sem perder o foco na verticalização da formação aos alunos ingressantes na instituição, além de um curso superior.

 

 

História da cidade de Açailândia

 

Com a abertura da rodovia Belém-Brasília em 1958 nas proximidades do Riacho Açailândia, ponto de apoio da Rodobrás (1962) desta região, cujos trabalhadores descobriam ali, uma terra fértil com água em abundância. Foi o bastante para que a notícia corresse e em pouco tempo a região foi inundada por pessoas dos quatro cantos do País e algumas nações estrangeiras, tanto é, que em 1975 foi elaborada o Projeto de Lei “Pró-Emancipação” 130/75, até então Vila, cujo Projeto foi sancionado e transformado na Lei 4.299/81 no dia 06 de junho de 1981, tornando assim o Município de direito com o plebiscito realizado no dia 14 de dezembro do mesmo ano o governo do Estado nomeou em maio do ano seguinte um interventor até a posse do primeiro prefeito eleito nas eleições de 15 de novembro de 1982. A posse do primeiro prefeito eleito, deu-se no dia 01 de fevereiro de 1983, de lá pra cá já foram 05 (cinco) administrações, até o momento. (Raimundo Teles Sampaio, 1º prefeito).

 

Uma Estrada Para o Progresso

No dia 27 de abril de 1957, o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e o Engenheiro Bernardo Sayão Araujo Carvalho, inauguravam na Cidade de Seres, Estado de Goiás, uma Escola Municipal, quando de repente Sayão (Bernardo) subiu em um dos veículos que ali estavam e disse: Presidente, haveremos de fazer uma estrada partindo o País no meio, a quem chamamos de espinha dorsal do Brasil, em cujo momento apontou com para o Norte dizendo “a direção é esta”, se referindo a criação da BR Belém-Brasília. No comando geral da missão estava o estadista, Presidente Juscelino Kubitschek, o qual convidou um grande bandeirante para a gerência de uma grande obra, que, mais tarde, iria beneficiar e proporcionar o maior surto desenvolvimentista do País. Este bandeirante dos novos tempos, chamava-se Bernardo Sayão Carvalho Araújo. Com visão de estadista, o engenheiro “Sayão” apontava com a mão: “a direção é esta” – que se tornou um símbolo na construção da estrada.

 

Sob suas ordens, trabalhavam 11 construtoras e aproximadamente 1.200 homens, entre eles profissionais de todos os níveis culturais e sociais: topógrafos, engenheiros, médicos, motoristas, mecânicos e trabalhadores braçais, que eram popularmente conhecidos como “mateiros ou cassacos”. Com facões, foices e machados nas mãos, aqueles heróis anônimos iniciaram, em Crixás(GO), a frente de serviço que deu início à construção de uma estrada, a qual foi chamada, na época, pelos detratores da obra e do progresso do Brasil, de “Caminho para Onça”. Mesmo assim, Sayão não desistiu; com passos firmes comandava, no cerrado goiano, uma picada rumo ao Norte. Em março de 1958, chegava à cidade de Imperatriz, no Estado do Maranhão.) A área da pré-amazônia, como a própria região amazônica, oferece uma infinidade de riachos a quantos a percorram. Portanto, os riachos, rios e igapós, estão intimamente ligados à história e surgimento de cidades da região. Tal como consta nas raízes da nossa história As linhas de frente (como eram chamados os trabalhadores) deram notícia da descoberta de um Riacho, não demorou muito para os trabalhadores fazerem às margens do Riacho, Barracos, cobertos com palha de açaizeiros.

 

Estes barracos foram as primeiras construções deste lugar, e os mesmos serviram de apoio aos trabalhadores da estrada, por muito tempo (Bernardo Sayão, no centro da foto ao lado). O Riacho e os açaizais ali presente serviram e inspiração para a criação do nome Açailândia. Sabiamente, nossos descobridores soberam homenagear uma planta que Deus criou e que, ainda hoje, é uma dádiva para a população amazônica. Pronta a estrada, para Açailândia vieram muitos aventureiros e, junto com eles vieram, também, venturas e desventuras. Certamente, mais estas que aquelas.

 

Com o chamado progresso, o controle do ecossistema da região foi modificado, encontrando-se, hoje, totalmente alterado de suas características originais e, por isso, pagamos alto preço. Mesmo assim, aqui está um município robusto e promissor. * Fonte de informações: Livro – Açailândia e Sua História “Todas as informações aqui descritas tem autorização do Autor do livro.”

 

Migração

A principal porta de entrada para esta região, abriu-se a partir da construção da estrada Belém-Brasília, em 1958. A notícia correu por todo Brasil e outros países, dando conta de que, aqui, a terra era boa e os riachos permanentes. Contava-se, também, da fartura de madeiras de lei e de uma mata exuberante. Atraídos por esta notícia, trabalhadores e aventureiros de várias partes do Brasil, e de outros países amigos, vieram, com suas famílias, morar em Açailândia.

 

Até onde se tem registro, os primeiros a chegar foram os trabalhadores da linha de frente da rodovia Belém-Brasília, que, na sua maioria, eram oriundos das cidades de Barra do Corda, Pedreiras, Caxias e Imperatriz, todas no Maranhão. Os seguintes foram os missionários da Igreja Presbiteriana (de nacionalidade norte-americana), que vieram acompanhados de alguns coreanos, baianos, cearenses, capixabas, goianos, mineiros, pernambucanos, paraibanos, piauienses, etc…. Em seguida chegaram os italianos, sírios, japoneses, libaneses, portugueses e ucranianos. Este universo de imigrantes aqui chegava diariamente, a pé, montado em lombo de burros e jumentos, ou em cima de caminhões pau-de-arara. Enfim, vinha gente de todos os lados do Brasil e do mundo. Talvez por isto, hoje, este município tenha uma população miscigenada; mesmo assim, todos têm boa índole, apesar dos costumes e culturas diferentes.

 

Aspectos Econômicos

A principal fonte de economia do município é a exportação de ferro gusa gerada por cinco indústrias siderúrgicas instaladas no distrito industrial do Pequiá, que se constituiu no maior polo guzeiro do Norte e Nordeste do País. Por este motivo, o município tornou-se no terceiro maior arrecadador de ICMS entre os 217 municípios maranhenses.

 

O município tem cerca de 700 estabelecimentos comerciais em todos os níveis, o comércio, indústria, agricultura e pecuária, também se destacam na economia, tanto que o município possui um dos maiores rebanhos bovinos do estado do Maranhão, um frigorífico instalado na cidade e a expectativa de instalação de outro grande frigorífico, além de uma fábrica de laticínios.

 

Entidades Empresariais – Fundada em 18 de outubro de 1985 a Associação Comercial e Industrial de Açailândia (ACIA) é a mais antiga entidade empresarial do município e geradora das demais entidades e engloba associados nas áreas do comércio, indústria e serviços. O Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Açailândia (SICA), defende os interesses dos comerciantes, enquanto o Sindicato do Ferro de Açailândia (SIFA), defende os interesses das indústrias siderúrgicas do Município. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Açailândia (CDL/ACL) gerencia o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e SPC Brasil, para cerca de 200 associados das entidades empresariais.

 

O município possui dezenas de Sindicatos de trabalhadores das mais diversas categorias profissionais, destacando entre estes, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Comerciários, Sindicato dos Servidores Municipais, etc.

  

Educação 

 O município tem cerca 23 estabelecimentos de ensino pré-escolar, 135 estabelecimentos de ensino fundamental, 5 de ensino médio e oficialmente uma de ensino superior (Universidade Estadual do Maranhão) com os cursos de Administração de Negócios, Biologia e Matemática.

 

Buscando o conjunto da história de nossa Educação, descobrimos que a primeira escola, aqui instalada, aconteceu no dia 15 de setembro de 1963. Antes as crianças estudavam em uma escolinha da Missão Evangélica Presbiteriana, na Colônia Gurupi. Mesmo sabendo que as primeiras aulas foram ministradas em 1958, pelos os engenheiros da Rodobrás, aos trabalhadores da Belém-Brasília, não podemos considerar o fato como o funcionamento normal de uma escola. No dia 31 de agosto de 1966, foi inaugurada a Escola Municipal Gonçalves Dias, pelo prefeito municipal de Imperatriz, Raimundo Sousa e Silva, Frei Epifânio Taiollis D’Abadia, juntamente com o prefeito, desceram a placa inaugural daquela escola. Foram, também, na mesma data, nomeados Aldeman Araújo Costa, Clarice Bispo Passgs, Midiane Celestino da Silva, Miguel Freitas e José Nunes, como os primeiros professores municipais de Açailândia, ficando Aldeman Costa como diretor da escola. Suas instalações continuam, até hoje, acomodando centenas de crianças no ensino básico. Em várias ocasiões suas instalações foram temporariamente cedidas para funcionamento de outras escolas do ensino básico. Foram também cedidas para encontros sociais, políticos, culturais etc.. Hoje, a Educação, em Açailândia, não se resume a apenas uma escola, e sim, um município com mais de mil professores municipais, cerca de 125 escolas e inúmeros alungs já com o segundo grau e cursando o Ensino Médio em várias disciplinas. Também temos cursos supletivos e de pré-ventibular.

 

Características da região

 

Uma região de terreno arenoso e barrento, rica em barro amarelo, propício para produção de todos os tipos de verduras e cereais, como milho, arroz e feijão.

 

O Clima é quente e úmido em meados do ano e as chuvas costumam aparecer depois de setembro quando se aproxima o verão e vai até março quando ocorre a estiagem, o terreno areno facilita a criação de erosões com a água da chuva, como se nota na maiorias das regiões com o mesmo tipo de terreno.

 

Sua população segundo dados do IBGE de 2006 era de aproximadamente 110 mil habitantes. Destes 49 mil vivem na vila Ildemar o maior bairro do estado. Aproximadamente 60% da população ativa do município são evangelicos

 

Na região encontram-se vários rios, como o Rio Jacu, Açailândia, Pindaré, Lajeado, Tocantins, que deu origem a todos os outros rios citados. As rodovias que dão acesso ao município são a BR-222 e a BR-010, que liga Brasília a Belém. Duas ferrovias passam pelo município, ligando Carajás à capital, São Luís, e ao estado do Pará.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assunto(s): Campus Caxias
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