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Evento incentiva participação feminina na ciência da computação

Com palestras, exibição de filmes, mesa-redonda e oficinas, o evento foi realizado na última quarta-feira, 21, no Campus Caxias.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 29/11/2018 13h22
  • última modificação 29/11/2018 17h05

“As mulheres têm o mesmo potencial que o homem”. É o que pondera Maierlly Joelida da Silva Oliveira, técnica em Informática e Comunicação e aluna do sexto período de Ciência da Computação do Campus Caxias. A estudante é também uma das organizadoras do primeiro Encontro Bits de Ada, realizado na última quarta-feira (21), no Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias. A iniciativa busca promover e valorizar a participação do sexo feminino em assuntos relacionados ao campo da ciência e tecnologia.

O encontro teve como objetivo divulgar a área de computação e suas tecnologias para despertar o interesse de alunas do Ensino Médio da rede estadual de Caxias e da própria unidade de ensino.

Além de Maierlly, mais nove alunas dos cursos técnico em Informática e bacharelado em Ciência da Computação atuaram sob a coordenação do professor José Wilker Pereira Luz na organização do evento, que contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico do Maranhão (Fapema) e do Programa Meninas Digitais, da Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

“Aqui aprendemos conhecimentos específicos, como programar e desenvolver jogos, mas também aprendemos a conquistar nosso espaço na escola, no mercado de trabalho e nos diversos setores da sociedade”,  destaca Maierlly Joelida.

Logo no início, em uma mesa-redonda, Luís Fernando Maia (professor de Informática), Vanessa da Silva Alves (psicóloga) e Miriam Amanda Torres Lustosa (analista de tecnologia da informação) apresentaram relatos de experiências. Para Vanessa Alves, o evento destaca a representatividade feminina nos cursos técnicos e superiores, além de apresentar as diversas possibilidades que o mercado de trabalho oferece. “As meninas, as alunas, as mulheres têm competência para ocupar qualquer espaço que elas quiserem”, frisa a psicóloga. “Tentamos propiciar um espaço de incentivo, motivação e de desconstrução do machismo na sociedade, para que possamos trazer as meninas para essas áreas, sobretudo as de ciências exatas”, acrescentou a Vanessa Alves.

Luís Fernando enfatiza que a ideia também é “fazer com a aluna ingresse e permaneça no curso, pois percebe-se uma tímida presença das meninas nos cursos. E quando estão, algumas ainda desistem”.

Quem também contribui com na programação do Bits de Ada foi Rosália Galiazzi Schneider, engenheira de software da Google, em Londres. Por meio de uma web conferência ela falou sobre sua trajetória e tirou dúvidas das participantes.

A programação da manhã foi encerrada com a exibição do filme “Estrelas além do tempo”. Na parte da tarde, foram ofertadas quatro oficinas com o intuito de promover a experimentação através de atividades lúdicas em computação, apresentando sua relação com as atividades a serem desenvolvidas por profissionais da área em sites, jogos e aplicativos.

“O primeiro Encontro Bits de Ada foi excelente não só para as meninas de computação e informática, mas também para as de outros cursos, como Agropecuária e Agroindústria”, avalia Heloísa Guimarães, aluna do curso técnico em Informática. “Aqui, foi possível abordar diversos assuntos e situações das quais a mulher, infelizmente, ainda passa atualmente”, destaca Heloisa, acrescentando que o evento possibilitou tecer discussões e compartilhar experiências.

Aberto à comunidade, o encontro contou com a participação de estudantes de outras instituições de ensino. Sabrina Pacheco, aluna do segundo ano da Escola Estadual Thales Ribeiro, participou das oficinas. “Gostei muito do contato com as alunas que estão na área. Conheci as experiências pessoal e profissional, aprendi sobre as diversas possiblidades de formação, além de conhecer um pouco sobre mercado de trabalho. Estão todas de parabéns”, comentou.

Já o coordenador da iniciativa observa o caráter positivo do evento. “Observamos que algumas instituições no Brasil já desenvolvem projetos para ampliar a participação das mulheres nas ciências, sobretudo nas ciências exatas. Contudo, ainda percebe-se a necessidade desenvolver ações, programas e projetos que proporcionem condições de ingresso e permanência das alunas nos cursos. Apesar de poucas vezes lembradas ou citadas, mostramos que as mulheres têm significativas contribuições para a área da informática e de toda sociedade. Foi extremamente gratificante e todo o esforço valeu a pena”, comemora Wilker Luz, confessando que já planeja a segunda edição do evento.

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