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Alunas participam da IX Bienal de Matemática no Ceará

Evento teve o objetivo de estimular a produção de textos com qualidade, elevando o patamar do ensino e pesquisa da área da Matemática no país.
  • Ascom, com informações do campus
  • publicado 11/03/2019 13h01
  • última modificação 11/03/2019 13h04

Camila Rodrigues apresenta possibilidades de ensino para alunos autistas.

Entre os dias 25 e 28 de fevereiro, Camila Beatriz Costa Rodrigues e Milena Santos Alves, alunas do curso de licenciatura em Matemática do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias, marcaram presença na IX Bienal de Matemática, em Juazeiro do Norte/CE. A Bienal é realizada pela Sociedade Brasileira de Matemática a cada dois anos e tem um público-alvo muito amplo, incluindo os estudantes, em todos os níveis, professores e pesquisadores de Matemática e de áreas afins, em todo o território nacional.

O evento, desenvolvido em conjunto com a Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Cariri (UFCA) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) Campus Juazeiro do Norte, encerrou o Biênio da Matemática no Brasil (2016-2018) com o propósito de promover a interação da Matemática com outras áreas do conhecimento, abordando aplicações e questões interdisciplinares; estimular a formação de recursos humanos na área, incluindo, professores do ensino médio e superior; e divulgar laboratórios de ensino e de novas tecnologias no ensino da matemática.

Os trabalhos

Em sua participação, as alunas apresentaram trabalhos desenvolvidos sob orientação dos professores Cecília Regina Galdino Soares e Gilson Amorim César Filho.

A avaliação no processo de ensino e aprendizagem de matemática do ensino fundamental

Milena Santos apresentou um estudo de caso sobre a avaliação no processo de ensino e aprendizagem de matemática na escola pública do ensino fundamental da escola “John Kennedy”, em Caxias/MA.  A aluna diz que a pesquisa teve como objetivo investigar as práticas avaliativas utilizadas pelo professor de matemática, conjecturando as metodologias utilizadas em sala de aula do 9° ano. “Escolhemos essa escola devido à estrutura do ambiente, à quantidade de alunos e ao fato de haver apenas um professor de matemática, propiciando uma visão mais clara do objeto de pesquisa, desta forma possibilitando a aplicação de uma intervenção que obtivesse resultados positivos”, complementa a aluna.

Milena explica que inicialmente a pesquisa se baseou na revisão bibliográfica acerca das teorias pedagógicas e práticas avaliativas utilizadas no âmbito escolar com ênfase na matemática. “Concomitantemente, foram realizadas observações, de modo informal, em uma turma de 9° ano da Escola Estadual John Kennedy, a qual foi aplicado questionário com o professor que leciona a disciplina de matemática e realizado um diálogo informal com os alunos da turma e a diretora da Escola”, frisa a aluna.

“Diante da análise dos dados, ficou evidenciado que a concepção de avaliação ainda prevalece como classificatória e como forma de padronizar resultados”, concluiu Milena Santos.

 

Adaptação de material para ensino de alunos autistas

Já o trabalho de Camila Rodrigues tratou sobre as possibilidades de ensino para alunos autistas a partir da adaptação de material concreto de geometria plana. “O aluno com transtorno do espectro autista (TEA) ainda é um desafio a educadores, devido à complexidade em estudar e saber como e quais atitudes deve-se tomar com alunos que apresentam esse espectro. No entanto, há um desafio educacional a ser vencido para proporcionar ao aluno autista ser compreendido em sua essência, e ser visto como uma pessoa capaz de desenvolver habilidades mediantes estratégias adequadas”, pondera a aluna.

Segundo Camila Rodrigues no ensino da matemática o conteúdo de geometria é o que mais contribui para estreitamento de laços entre o ensino e a aprendizagem. “O trabalho com figuras geométricas na forma concreta pode contribuir para melhorar a aprendizagem, pois estimula a observação e percepção de semelhanças e diferenças, bem como contribui para identificar regularidades na análise de uma forma e no reconhecimento de formas diferentes de representações, dimensões entre outros”, destaca.

Para desenvolver o trabalho, a estudante realizou levantamento bibliográfico no banco de dissertações e teses da Capes. Em seguida, construiu o material concreto. “Construímos um conjunto com algumas figuras plana da geometria. Dentre elas, dez peças de cores distintas, sendo duas na forma de quadrado com dimensão; dois triângulos equiláteros; dois círculos; dois pentágonos (com seguimento do vértice ao ponto médio do lado oposto); e dois retângulos. O material utilizado para confecção foi o madeirite e a construção do recurso durou cerca de três semanas”, explica.

“Acreditamos que o material contribuirá ainda para melhorar as estratégias educacionais dos professores de matemática durante a regência das aulas sobre formas geométricas. É importante destacar que em salas alunos autistas podem apresentar pouca interação com os seus pares, sendo assim, espera-se também que a utilização desse material, somado a uma boa estratégia durante as aulas, contribua para interação educacional entre os pares”, frisa a professora Cecília Galdino, acrescentando que a próxima etapa da pesquisa será a aplicação do recurso com alunos autistas que estudam no ensino fundamental II, período em que os conteúdos relacionados à geometria são ministrados.  “Para esta etapa, já foi realizado um levantamento das escolas que possuem alunos com TEA matriculados entre o 6º e 9º anos. A aplicação da pesquisa com o público-alvo ocorrerá este ano e os resultados da eficácia do material no aprendizado desses alunos serão publicados nos eventos científicos de educação e matemática, visando compartilhar os achados do estudo”, concluiu Galdino.

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