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IFMA promove aula de campo sobre alimentos biofortificados

 Atividade foi realizada no dia 15, e envolveu cerca de 150 participantes, dentre estudantes, professores, técnicos administrativos e agricultores da região.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 18/03/2019 17h51
  • última modificação 19/03/2019 16h16

Com a proposta de ensinar sobre o cultivo de milho, batata, mandioca e feijão-caupi biofortificados, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias realizou, na sexta-feira (15), um dia de aula de campo. A atividade foi desenvolvida em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF) e Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca. Segundo os organizadores do evento, a iniciativa contou com a participação de cerca de 150 pessoas, dentre estudantes, professores, servidores técnicos administrativos e agricultores do município e região.

O diretor-geral do campus, João da Paixão, abriu o evento que ocorreu durante todo o dia na unidade de ensino. “A atividade desenvolvida neste dia é extremamente importante para Caxias e região. Todos saem ganhando. Mas, o principal beneficiado é a comunidade caxiense da zona rural que ganha conhecimento sobre tecnologias e informações e técnicas testadas e comprovadas pela Embrapa e pela Fazenda Escola do IFMA”, ponderou João da Paixão.

Além do diretor-geral, compuseram a mesa de honra de abertura, José Luiz Viana de Carvalho, pesquisador nacional da Rede de Biofortificação no Brasil – Rede BioFORT, e Carlos Eugênio Vitoriano Lopes, chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa/Cocais. Em seu discurso, José Luiz Viana abordou a Rede BioFORT liderada Embrapa Agroindústria de Alimentos, localizada no Rio de Janeiro, que é responsável pela biofortificação de alimentos básicos da dieta da população, tais como arroz, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo com maiores teores de ferro, zinco e vitamina A. essência do programa de biofortificação é enriquecer alimentos que já fazem parte da dieta da população para que esta possa ter acesso a produtos mais nutritivos e que não exijam mudanças de seus hábitos de consumo.

Sobre a Rede BioFORT, José Luiz Viana acrescenta que “é uma grande aliança que engloba municípios do Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Rondônia e Pará. Nela, arroz, feijão comum, feijão-caupi, milho, trigo, batata-doce, mandioca e abóbora vêm sendo enriquecido em seus valores nutricionais pelos técnicos da Embrapa”. E continuou.  “Nesse projeto, nós buscamos aumentar as três maiores carências nutricionais mundiais, que são falta de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente. No Maranhão, iniciamos com esse projeto piloto nos municípios de Codó, Peritoró e Coroatá. Hoje, expandíamos para dezenas de municípios. Há quatro anos assinamos um acordo de cooperação técnica com o governo do estado e a biofortificação se tornou política pública no estado. Assim, passamos a atuar também com outros órgãos estudais”, afirmou. Sobre a parceria com o IFMA, o pesquisador afirmou que “as unidades do IFMA em Codó, São Luís e Caxias são parceiras e ajudam a chegar nos locais mais distantes. Com o IFMA conseguimos um alinhamento com o ensino, pois muitos desses alunos são filhos de agricultores que, com isso, vão ‘mexendo diretamente nos produtos’. Isso está sendo muito bom. Qual a ideia ao final? Que o povo do Maranhão tenha o almoço e janta todos os dias”, frisa José Luiz Viana.

 Para conhecer a Rede BioForte, clique aqui.

“A Embrapa/Cocais é uma unidade nova assim como é o IFMA Campus Caxias e já estamos no segundo ano com essa parceria que rende bons frutos”, destacou Carlos Vitoriano, lembrando que, em 2018, foi realizado a primeira edição do evento. Em 2017, o evento foi realizado no Campus Codó. “O bioFORTE não tem ações transgênicas. É resultado de cruzamento da mesma espécie, para obter plantas com maiores teores de vitaminas e nutrientes, por exemplo. Um das intenções é combater a ‘fome oculta’, que é quando as pessoas comem muito, mas não se alimentam como deveriam se alimentar. Ou seja, come os macros nutrientes, mas não os micros. Você se alimenta, mas não se nutre”, explica Vitoriano.

Logo em seguida, em uma palestra, Carlos Martins Santiago, analista da Embrapa/Cocais, fez os repasses técnicos sobre o manejo do Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar (Criaf). “Nesse sistema, você coloca ao mesmo tempo um número x de cultura. Com isso, você consegue ocupar todo o espaço e melhorar não só o aproveitamento da terra, como tirar o máximo que ela pode te oferecer, mantendo-a viável para um próximo plantio”, explicou.

Durante o dia de campo, que contou com a organização da equipe da Fazenda Escola e do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), os participantes aproveitaram para tirar dúvidas com os técnicos. Paulo Fernando Lemos Silva Couto aproveitou para esclarecer suas dúvidas sobre preparação do solo e adubação. “Como trabalho em Aldeias Altas, vim aqui aprender novas técnicas para repassar para os moradores da comunidade que atendo. É sempre bons apresentarmos essas inovações”, disse.

A agricultora Maria Fernandes Silva reside no povoado Fortaleza, em Caxias. Ela participou pela primeira vez da atividade. “Lá, eu trabalho com a lavoura de milho, mandioca, macaxeira, quiabo, maxixe e batata. É de lá que a gente come e também é de lá vem todo o alimento para a a cidade. Então, não podemos abandonar nosso lugar. Devemos aprender novas formas de trabalhar e aprimorar o que já sabemos. O que eu aprender aqui quero aplicar na minha lavoura”, frisa Maria Fernandes. Seu José da Conceição veio do povoado Sambaiba, em Caxias. Assim como Dona Maria Fernandes, a intenção é aplicar na comunidade o que vai aprender no dia de campo. “Estou gostando de tudo. Sempre bom novos aprendizados”, disse.

O técnico em agropecuária do campus, José Flavio Ferreira de Sousa, foi um dos organizadores do evento. Em sua avaliação, “essa parceria com a Embrapa é importante, pois conseguimos capacitar produtores e produtoras rurais, além levar novas informações para nossa comunidade acadêmica”, concluiu.

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