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Estudantes visitam Parque Nacional da Serra da Capivara

A visita foi um projeto conjunto das disciplinas Ecologia Aplicada, Fundamentos da Geologia e Paleontologia e Manejo e Conservação da Biodiversidade.  
  • Com informações do Campus
  • publicado 27/05/2019 10h52
  • última modificação 27/05/2019 10h52

 

A proposta foi de fortalecer a relação entre o teórico e o prático no processo de ensino-aprendizagem.

Nos dias 15 e 16 de maio, estudantes do curso licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias participaram de uma visita técnica ao Parque Nacional (Parna) da Serra da Capivara, no Piauí. A visita foi um projeto conjunto das disciplinas Ecologia Aplicada, Fundamentos da Geologia e Paleontologia e Manejo e Conservação da Biodiversidade, com a proposta de fortalecer a relação entre o teórico e o prático no processo de ensino-aprendizagem. Na atividade, os estudantes foram acompanhados pelos professores Carlos Jardel Araújo (Geografia), Daniel Veras (Biologia) e Régia Reis Gaulter (Biologia).

Inicialmente, relata Carlos Jardel, os estudantes conheceram os sítios arqueológicos, nos quais exploraram pinturas rupestres e vestígios arqueológicos nas cidades de pedra, além de conhecerem a ação do intemperismo nas rochas e as formações diferenciadas. No Parque encontra-se a maior concentração de sítios arqueológicos atualmente conhecida nas Américas, com mais de mil sítios cadastrados. Nos abrigos, além das manifestações gráficas, encontram-se vários vestígios da presença do homem pré-histórico, com datações mais antigas conhecidas no continente americano. A região abriga 173 sítios arqueológicos abertos à visitação.

No segundo dia de atividade, os alunos visitaram os Museus do Homem Americano e da Natureza e, em seguida, conheceram o polo de produção de cerâmica. “A proposta foi conhecer a história do homem americano através dos vestígios e fósseis encontrados no Parque”, destaca Carlos Jardel.

Um dos objetivos da visita foi conhecer a realidade do semiárido nordestino dentro de seus aspectos físico-geográficos (clima, relevo, fauna e flora – caatinga local), enfatizando o processo de formação geológico e paleontológico local no Parque, além de avaliar ações voltadas ao manejo e conservação da diversidade biológica local e ao gerenciamento dos recursos naturais locais. A aluna Juliana Karina Oliveira Moura observou bem esses objetivos na prática. “A visita ao Parque foi uma oportunidade única, sendo muito gratificante, pois a partir dessa visita podemos compreender e ver a imensidão da natureza. Por ela ser uma unidade de conservação, apresenta uma imensa riqueza de vestígios e registros arqueológicos e paleontológicos, que testemunharam a presença de animais e seres humanos pré-históricos, além de ser um espetáculo de formações rochosas a céu aberto”, disse.

Para o aluno João Vitor Soares Morais, a visita proporcionou uma complementação dos conteúdos teóricos vistos em sala de aula. “O local empolga o espírito aventureiro e curioso de um pesquisador em querer escalar, tocar, visualizar de perto e entender a formação geológica”, confessou o aluno. “A caracterização física dos paredões chama muita atenção pela estratificação que ocorreu no decorrer do tempo da região já ter sido um mar, lago e um rio.  Saber que um dia o local que estávamos já  foi habitado por mega espécies é deslumbrante, assim como observar pinturas, materiais utilizados, fósseis e a cultura em si deixadas pelos nossos ancestrais que antes só tínhamos vistos na literatura”, destacou João Vitor Soares.

O diretor de desenvolvimento educacional, Raimundo Filho, frisa que esse tipo de atividade promove melhoria no processo ensino-aprendizagem dos alunos de Ciências Biológicas. “Essa prática acadêmica traz uma vivência de como o biólogo pode atuar no tripé ensino-pesquisa e extensão, pois o local visitado tem grande importância na compreensão prática do que foi discutido de forma teórica em sala de aula”, complementa.
Sobre o Parque

O Parque Nacional (Parna) da Serra da Capivara foi criado através do Decreto de nº 83.548 de 5 de junho de 1979, com área de 100 000 hectares. A proteção ao Parque foi ampliada pelo Decreto de nº 99.143 de 12 de março de 1990 com a criação de Áreas de Preservação Permanentes adjacentes com total de 35 000 hectares. Localizado no semi-árido nordestino, fronteira entre duas formações geológicas, com serras, vales e planície, o parque abriga fauna e flora específicas da Caatinga.

Pelo seu valor histórico e cultural, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi declarado pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em 1991, Patrimônio Cultural da Humanidade.

A Portaria MMA (Ministério do Meio Ambiente) nº 76, de 11 de março de 2005, criou um Mosaico de Unidades de Conservação abrangendo os Parques Nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões e o Corredor Ecológico conectando os dois parques. A área total do Corredor Ecológico é de 414 mil hectares, abrangendo os municípios de São Raimundo Nonato, Canto do Buriti, Tamboril do Piauí, Brejo do Piauí, São Braz, Anísio de Abreu, Jurema, Caracol e Guaribas.

O Principal atrativo do Parque Nacional da Serra da Capivara são as paisagens e os sítios arqueológicos com pinturas rupestres e grafismos gravados sobre os paredões areníticos. Além dos sítios arqueológicos com pinturas rupestres, o Parque resguarda também sítios históricos, onde se pode observar casas de antigos maniçobeiros que habitaram o lugar e que viviam da coleta da maniçoba até meados do século XX. Os sítios históricos concentram-se na região da Serra Branca.

Para quem gosta da natureza, o Parque protege uma parte da vegetação da caatinga onde se pode observar suas diversas variações, desde a caatinga baixa e densa até a caatinga alta.

A fauna também é variada, com presença de tatus verdadeiros, tatus bola, tamanduás, jaguatiricas, jacus, cotias, veados-catingueiros, porcos-do mato, macacos-prego e até onças, além de variada avifauna, lagartos e serpentes. Alguns desses animais são facilmente visualizados.

A paisagem geológica do Parque também merece destaque, com presença de formações areníticas, cânions ruiniformes e boqueirões, formando lindas vistas panorâmicas.

Para mais informações, acesse o site do Ministério do Meio Ambiente e clique na página do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

 

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