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Estudantes vivenciam botânica em visita técnica

Atividade contemplou alunos de Ciências Biológicas
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 13/06/2019 12h25
  • última modificação 13/06/2019 12h25

Entre os dias 27 e 29 de maio, acadêmicos do curso de licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias participaram de uma visita técnica aos munícipios de São Luís e Raposa, no Maranhão. A atividade, organizada pelos professores Claucyanne Mendes Vieira (Anatomia e Morfologia Vegetal) e Edmilson Arruda dos Santos (Química Geral), ocorreu em três locais: Parque Botânico Vale, Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Campus do Bacanga e a Praia de Carimã.

A proposta da visita, segundo Claucyanne Vieira, foi proporcionar uma vivência dos alunos no universo da botânica, de forma multidisciplinar com a Química e nos mais diversos ramos de ecologia, meio ambiente e sociedade, através do conhecimento de espécies regionais, raras, medicinais e de grande importância para reprodução de diversas espécies aquáticas e terrestres, especificando os principais compostos químicos existentes.

O primeiro momento da visita contemplou Parque Botânico, em São Luís. O Parque possui uma área de 100 hectares rica em fauna e flora preservada e espécies raras de interesse econômico e ecológico e outras ameaçadas de extinção como pau-marfim, angelim e sumaúma. “Essa atividade possibilita trabalhar a morfologia e anatomia vegetal de forma completa, conhecendo adaptações foliares, radiculares e tipos caulinares diversos”, disse Claucyanne Vieira, acrescentando que a riqueza de espécies vegetais da área propiciou a observação de diferentes estruturas reprodutivas, bem como diferentes mecanismos de dispersão de sementes. “Além de toda a parte técnica de nomenclatura botânica, foi possível ainda trabalhar a educação ambiental e relações ecológicas com a sensibilização para a importância da conservação e da preservação da nossa biodiversidade”, afirmou a professora.

Em visita à UFMA, os estudantes conheceram aos laboratórios de botânica do curso de Ciências Biológicas; visitaram um herbário voltado na produção de conhecimento e medicamentos a partir de plantas medicinas; e as linhas de pesquisas em desenvolvimento da área.

“Ao conhecer o funcionamento do herbário, os alunos entraram em contato com técnicas de coleta, herborização e conservação do material. Também aprenderam sobre a importância da catalogação de espécies e como deve ser feito esse registro, bem como as pesquisas que estão sendo desenvolvidas com as espécies coletadas”, destaca Claucyanne Vieira.

Finalizando as atividades, na praia de Carimã, município de Raposa, os alunos tiveram contato com o ecossistema costeiro em especial o manguezal. “Lá, eles puderam observar os tipos de adaptações presentes em espécies vegetais do mangue, como os rizóforos, os pneumatóforos, as glândulas secretoras de sal e os propágulos reprodutivos, além da interação planta-animal”.

“Na parte química, os acadêmicos analisaram os processos físico-químicos que atuam na composição do solo do manguezal que interferem diretamente no seu papel ecológico”, explicou Edmilson Arruda. “Os discentes verificaram in situ, as variáveis físico-químicas, como pH, temperatura, condutividade, oxigênio dissolvido, dentre outras”, disse o professor.

Para o aluno Bruno Oliveira Barbosa, a atividade pode ser definida como “uma aula fora da sala, fugindo do ensino convencional, que contribuiu significativamente para nossa formação profissional”, disse. A interação entre teoria e prática foi outro ponto destacado pelo aluno. “Com interdisciplinaridade entre Química e Biologia foi possível conhecer como ocorre o processo de restauração de florestas no Parque Botânico, bem como os laboratórios de botânica da UFMA”, frisou Bruno Barbsosa.

Para o diretor de Desenvolvimento Educacional, Raimundo Filho, a atividade foi extrema relevância uma vez que possibilitou integrar teoria-prática e contato com pesquisadores com vasta experiência. “Além do conhecimento de novos ambientes, de atividades econômicas e de pesquisa, a viagem de estudo proporciona a ampliação da visão de mundo do aluno, quanto aos caminhos que podem ser trilhados na sua vida profissional e acadêmica. Essa ruptura de paradigmas associados à educação tradicional usualmente travada no contexto da sala de aula é outro ponto positivo de visitas técnicas”, concluiu.

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