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Grêmio participa de ação de enfrentamento à mortalidade da juventude negra

Entidade foi representada pelo aluno João Victor Mota, do curso técnico em Administração.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 09/07/2019 18h06
  • última modificação 09/07/2019 18h06

Entre os dias 04 e 06 de julho, o Grêmio Estudantil Gonçalves Dias, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias, participou de encontros promovidos pelo Comitê Intersetorial de Monitoramento e Acompanhamento da Elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento à Mortalidade da Juventude Negra no Maranhão. Na oportunidade, foi apresentado o diagnóstico da vulnerabilidade da juventude negra em Caxias e no Maranhão. O levantamento é uma das ferramentas que vai compor o Plano Juventude Viva, que está sendo implementado pelo convênio entre as Secretarias de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e da Juventude (Seejuv), com o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ).

“Nós estamos na segunda etapa do projeto, que é a apresentação do diagnóstico, porque foi feito um estudo sobre a juventude negra no Maranhão, e mostrou o quadro que essa juventude passa. O Mapa da Violência mostrou que em 2017 o Maranhão já tem 9 cidades com maior índice de vulnerabilidade para a juventude negra. Por isso, a importância desse processo de provocar os municípios para que possam criar seus planos municipais e enfrente essa realidade e, paralelo a isso, o Governo do Estado vem colher proposta para a elaboração do Plano Estadual”, lembra Socorro Costa, coordenadora do programa Juventude Viva no Estado.

Os encontros ocorreram na Escola Municipal Ruy Frazão e reuniram integrantes do estado, da sociedade civil, gestores de juventude, lideranças comunitárias e políticas  e do Governo Municipal. O Grêmio foi a única entidade estudantil de Caxias que participou da iniciativa, sendo representado pelo aluno João Victor Mota, do terceiro ano do curso técnico em Administração.

João Mota destaca que o diagnostico foi importante para identificar as percepções acerca das características da juventude de Caxias. “A iniciativa é muito importante para discutir os principais problemas que atingem os jovens, sobretudo, o impacto desses problemas na juventude negra, já que de acordo com o Mapa da Violência, Caxias está em segundo lugar no ranking das cidades que mais cometem violência contra negros no Maranhão, ficando atrás de São José de Ribamar e à frente de São Luís. O que me preocupou foi o fato de Caxias está sendo considerada mais violenta que a própria capital”, afirmou o aluno que também é diretor-geral do Grêmio.

João Mota frisa que a participação do grêmio nos encontros pode estimular o desenvolvimento de estudos, pesquisas e debates no Campus Caxias, além de ser uma oportunidade de integração com outras instituições. “Como um dos pontos tratados foi o ‘racismo institucional’, ou seja, entra as instituições públicas, e o Grêmio atua em uma escola pública, consciente dos dados apresentados e com as estratégias repassadas pelos profissionais do Comitê, vamos tentar colocar em prática isso no IFMA”, pontua o aluno.

Vale destacar que no âmbito do IFMA, há o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) que foi institucionalizado pela Resolução CONSUP nº 008/2010, de 20 de janeiro de 2010 e instituído com o objetivo de constituir um núcleo temático, para execução de práticas pedagógicas no desenvolvimento de pesquisa, ensino e extensão voltada para o estudo da diversidade, consolidando a observância das leis 10.639/2003 e 11.645/2008.

Coordenado pela professora Jacklady Dutra Nascimento, o Naebi constrói vários espaços de discussões e inovações pedagógicas necessárias para superar o desfio de uma educação para e na diversidade.

Pesquisa

O diagnóstico está sendo realizado por técnicos do Instituto Maranhense de Educação, Pesquisa, Extensão e Cultura (Imepec). Os questionários para levantamento dos dados estão sendo aplicados com três públicos definidos: gestores municipais de juventude e de outras áreas que tem a juventude como público de suas ações, lideranças comunitárias e políticas, lideranças de movimentos e organizações que tem atuação com a juventude e, também, com jovens de cada município, dentro do perfil da pesquisa, ou seja, que tenham vivenciado alguma forma de violência e/ou tenham vivências de militância em prol das políticas públicas.

Plano Juventude Viva

O Plano Juventude Viva tem o objetivo de ampliar direitos e prevenir a violência que atinge a juventude maranhense, concretizando subsídios para a construção de instrumentos de diagnóstico, controle e prevenção da violência com o recorte racial, priorizando a população negra. Os recursos, na ordem de R$ 150 mil, para a execução do Plano são provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB).

Após a realização do diagnóstico, seguirão outros passos de execução do Plano, como a criação do Comitê Estadual de mobilização para elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento à Mortalidade da Juventude Negra no Maranhão, realização de oficinas, capacitação e campanha de combate ao racismo institucional, seminário de elaboração do plano, publicação do Plano Estadual, mobilização e assessoria para elaboração dos planos municipais e para criação de comitês municipais de monitoramento das políticas públicas de juventude negra em cada um dos nove municípios.

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