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Homenagem a Caxias: 196 anos de adesão à Independência

Município conta com unidade do Instituto Federal do Maranhão desde 2010, quando foi expedida autorização de funcionamento
  • Campus Caxias | Fotos: David Sousa
  • publicado 01/08/2019 11h23
  • última modificação 01/08/2019 11h48

O Campus do IFMA em Caxias parabeniza o município pelos 196 anos de adesão à Independência do Brasil, celebrados nesta quinta-feira (1º de agosto). A unidade de ensino federal foi instituída na cidade em 2010, a partir de sua autorização de funcionamento (ver abaixo).

O ato de adesão de Caxias ocorreu em 1823, quando o povo caxiense se livrou do domínio português e aderiu à Independência para se tornar soberano e patriota, também, à cidadania brasileira. Para fins de comparação, destaca-se que a Independência do Brasil foi proclamada em 7 de setembro de 1822, ou seja, um ano antes. Já o Maranhão aderiu em 28 de julho de 1823. Caxias foi, portanto, o último foco de resistência de Portugal e uma das últimas cidades a aderir à Independência do Brasil. Mas ao fazê-la, a Vila de Caxias tornava-se, também, livre do cunho de estado colonial e se constituía em um próspero centro comercial e soberano da nova Província do Maranhão.

Passados esses anos, nas palavras de Wybson Carvalho, poeta e membro da Academia Caxienses de Letras, “o povo desta terra de bravos cidadãos é, atualmente, um torrão liberto e ávido aos anseios de seu destino”. Ele destaca que “ao contrário do que muita gente pensa, o nome Caxias não se atribui a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro; ele, sim, recebeu o título ‘Barão de Caxias’ por ter sufocado a maior revolução social existente no Estado do Maranhão: a Balaiada”, explica Wybson Carvalho. “Geralmente, quando os portugueses criavam, num lugar, uma Vila, mudavam-lhe o nome, às vezes criando uma homônima do Reino nas Colônias. Inicialmente, a grafia Cachias viera de Portugal, que se refere a uma excelente Quinta Real com muitas palmáceas e davam flores e frutos em cachos, e que ficava nos arredores de Lisboa perto de Oeiras (Portugal) outra bonita quinta do Márquez de Pombal, que era também residência real. Nessa área existia uma estação de caminho de ferro de Cascaes; lugar com uma estação balneária, com água excelente e caldas térmicas muito procuradas para o tratamento de paralisias e reumatismo”, explicou ele.

O IFMA em Caxias: uma trajetória marcada por compromisso com a educação

O Campus Caxias faz parte dessa história desde de 21 de setembro de 2010, quando teve sua autorização de funcionamento pelo Ministério da Educação (MEC). A trajetória do IFMA em Caxias é marcada por crescimento e compromisso em promover educação profissional, científica e tecnológica comprometida com a formação cidadã para o desenvolvimento sustentável por meio do ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, o Campus Caxias ocupa o 1º lugar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre as escolas públicas e privadas do município com porte de mais de 90 estudantes, segundo levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo.

“Manifesto primeiramente o orgulho que sinto de ser filho da terra de Vespasiano Ramos, Coelho Neto e Gonçalves Dias, a qual por nada trocaria, onde contribuo com o meu trabalho para o seu desenvolvimento educacional, cultural e social”, disse o diretor-geral do Campus Caxias, João da Paixão Soares. “Sinto imensurável orgulho de nossa Princesa do Sertão, de suas belezas, de suas histórias incomparáveis e sua localização geográfica privilegiada”, acrescentou ele.

Na visão do diretor, “Caxias é, acima de tudo, um lugar de pessoas de bem, acolhedora, amiga. Muitos aqui nasceram, outros aqui chegaram e permaneceram. Por isso, não medem esforços quando se fala em coletividade e solidariedade, em busca do bem-estar comum”. E continuou: “Hoje, o IFMA é caxiense de coração e sentimos orgulho de pertencer a esta cidade tão acolhedora conosco e com as famílias de muitos servidores, colaboradores e estudantes. Por isso, não mediremos esforços para ampliar o direito e o acesso de todos à uma educação pública, gratuita e de qualidade”, afirmou João da Paixão, acrescentando que há oito anos, o IFMA faz parte da história de crescimento de Caxias e “reafirma seu compromisso de promover o desenvolvimento regional e sustentável por meio do ensino, da pesquisa e da extensão”.

“Por fim, esperamos manter e fortalecer as parcerias e convênios interinstitucionais que temos junto ao poder público municipal, sempre com o intuito de contribuir para o fortalecimento das potencialidades econômicas e sociais de Caxias”, concluiu o gestor.

1º de agosto e 5 de julho

Nesta quinta-feira (1°), é feriado municipal em Caxias. Em razão disso, sobre os caxienses impera que essa data simboliza o aniversário da cidade. O próprio IFMA, em Calendário Acadêmico, estabelece a data como feriado. Entretanto, o aniversário da cidade é celebrado em 5 de julho, dia que simboliza a emancipação política de Caxias, quando a vila passou à cidade, em 1836. A “Princesa do Sertão”, como passou a ser carinhosamente conhecida, quando do período em que foi elevada à categoria de cidade, representava um grande centro de poder, sendo depois de São Luís, capital do Estado, já naquele momento, a primeira cidade mais importante do Maranhão.

Exposição fotográfica

As fotos que ilustram esta matéria foram feitas por David Sousa, ex-aluno do curso técnico em Serviços Públicos do Campus São Luís – Monte Castelo. Ele também é membro efetivo da Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão (ASLEAMA) e do Conselho Municipal de Turismo de Caxias (COMTUR).

David Sousa e outros artistas do município irão promover a exposição “196 anos de Caxias”. A abertura será realizada no Caxias Shopping Center, a partir de 17h. Em sua participação, David Sousa realizará a mostra de fotografia com o título “A garota & o anjo – Um espetáculo do Balaio Coletivo”. O material do artista será composto por 10 fotografias.

A exposição também contará com mostra de pinturas em tela, mostra de ilustrações, mostra literária (cordel e poema), declamação de poema, leitura poética, exposição de livros de escritores caxienses, performance, recital e musical.

A Princesa do Sertão

Caxias é o quinto município mais populoso do Maranhão, com uma população de 164.224 habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018. A área do município é de 5.150,667 quilômetros quadrados, o que a torna a terceira maior cidade do Estado. É cortada pelo Rio Itapecuru e seus afluentes, que cercam a cidade com diversos banhos naturais. O IFMA é cortado pelo riacho Lamego.

Caxias é um dos maiores centros econômicos do estado graças a seu grande desempenho industrial, e um importante centro político, cultural e populacional do Maranhão. A cidade tem uma arquitetura herdada do século XIX e início do século XX no estilo português. O Memorial da Balaiada, localizado na Praça Duque de Caxias, guarda a história do movimento popular acontecido em 1839. Outro ponto turístico da cidade é a Academia Caxiense de Letras, também é conhecida como “A casa de Coelho Neto”. A academia possui um acervo de mais de 4 mil livros, dentre eles destaca-se uma coleção de 16 livros raros do escritor caxiense Coelho Neto.

Do ponto de vista econômico, o município concentra arranjos produtivos focados nos setores de produtos e serviços, agropecuária, além de setores produtivos, onde se destacam o segmento industrial de produção alimentícia, de bebidas e de cosméticos.

A cidade dispõe de cinco instituições de ensino superior privadas e duas públicas que ofertam diversos cursos.

Para o orgulho de todos os caxienses, a cidade de Caxias está eternizada pelos seus filhos: o poeta Antônio Gonçalves Dias, e o filósofo Raimundo Teixeira Mendes, têm marcas em dois dos principais símbolos brasileiros: o Hino e a Bandeira nacionais, respectivamente.

Em uma das suas estrofes do Hino Nacional Brasileiro há dois versos do poeta Gonçalves Dias:

“Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida em teu seio mais amores”

Quanto à Bandeira Nacional Brasileira, a insígnia no centro foi extraída do lema positivista escrito pelo seu idealizador e filósofo caxiense Teixeira Mendes:

“O povo brasileiro, assim como a maioria dos povos ocidentais, acha-se, urgentemente, solicitado por duas necessidades, ambas imperiosas, e que se resumem em duas palavras: ORDEM E PROGRESSO”.

 

Saiba mais sobre a história da adesão de Caxias à Independência do Brasil no texto elaborado por Wybson Carvalho.

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