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Campus Caxias promove Festival de Artes e Literatura

Evento foi realizado no último sábado (19), e contou participação de servidores, estudantes, ex-alunos e da comunidade externa.
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 25/10/2019 09h14
  • última modificação 25/10/2019 09h14

Turma do curso de Administração esteve presente no Festival.

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias promoveu, no último sábado (19), o VI Festival de Artes e II Festival Literário, evento transdisciplinar em busca da difusão de valores. “O Festival contempla todas as formas de manifestações artísticas, com o intuito de favorecer a visão crítica dos participantes sobre temas recorrentes na sociedade atual”, frisa Vanda Marinha, professora de Arte e uma das organizadoras do evento. Segundo Vanda Marinha, o evento dá oportunidade a comunidade para mostrar no ambiente escolar suas habilidades artísticas e criativas. “Embora não tenha caráter competitivo, nesta edição, os interessados participaram, de forma individual ou em grupo, de várias atividades”, ponderou a professora.

Professor João da Paixão, Diretor-geral do Campus, acompanhou as atividades do VI Festival de Artes e II Festival Literário.

O festival repetiu a experiência dos anos anteriores com a significativa participação de servidores, estudantes, ex-alunos e da comunidade caxiense. Bruna Dutra, ex-aluna do curso de Agropecuária, retornou ao IFMA para acompanhar as atividades do evento e rever os colegas. “Foram três anos aqui organizando e participando das atividades. Então, hoje retornei como convidada e puder ter outra visão. Mas estão todos de parabéns. As apresentações, as fotografias, a oportunidade de rever meus colegas, foi tudo maravilhoso”, frisou a aluna. “O que me chamou atenção foi vê os próprios alunos coordenando oficinas e atividades. Isso mostra que eles têm várias habilidades e competência para isso”, disse ela.

O professor Celso Soares Lima, pai de aluno Antonio Francisco Soares Netto, do curso de Agroindústria, acompanhou as atividades. “Achei tudo muito interessante, principalmente por despertar o interesse pela arte e cultura entre os jovens”, afirmou ele. “O evento também serve para focar em outras atividades que não envolvem tanta tecnologia. De maneira geral, foi uma manhã para aprender, participar e produzir. Os alunos, acredito eu, devem praticar mais atividades como estas”, destacou Celso Lima.

Esta edição do Festival teve como tema “Armas de um povo crítico e de luta”. Os estudantes do segundo ano do curso técnico em Administração integrado promoveram uma exposição com charges a partir do subtema “Brasil: um prato cheio de críticas sociais. “Usamos as charges sobre economia, educação, saúde e outras. Nosso ambiente foi criado para que os participantes entrassem e contemplassem as charges expostas. Ao final, elas escreviam a opinião em um mural. Nós não nos posicionamos e nem tentamos induzir ninguém. Foi tudo livre, mas tentamos promover a reflexão crítica nos participantes através da observação”, explicou a aluna Isabella de Morais Costa.

Além das charges, a programação contou com oficina, dança, música, fotografia, cartoon, teatro, poesia, desenho, vídeo/animação e pintura. No hall de entrada do IFMA, os desenhos de Murilo Cheyel Costa Silva, aluno do 3º ano do curso de Informática, e João Felipe Barbosa Aquino, aluno da escola estadual Aluízio Azevedo, chamavam atenção pela riqueza de detalhes. “É muito importante mostrar para as pessoas o que são a arte e a cultura”, disse João Aquino, destacando que é chefe do Club de Esboço e Artes da sua escola. “Lá, faço aperfeiçoamento na criação de animes”, complementou. Recentemente, ele expôs seus trabalhos na 2ª edição da Feira de Literatura, Cultura e Turismo da Região dos Cocais (FLICT), em Caxias/MA. No Festival, João Aquino estava acompanhado por sua mãe, a professora Ana Paula Barbosa. “Desde de os três anos de idade ele demonstra essas habilidades artísticas. No começo, João tinha um fascínio por desenhar dinossauros e animais marinhos, como golfinhos e tubarão”, confessou a mãe.

Um dos destaques do evento foi Maria Eduarda de Sousa Santos, aluna do curso técnico em Eletroeletrônica do Campus Timon. Ela viajou cerca de 75 quilômetros para cantar no Festival. “Eu sempre canto nas apresentações do meu campus. Foi minha primeira participação aqui e vim incentivada, sobretudo, pelo professor Roberto. Ele trabalhou aqui e falou muito bem. Fiquei curiosa para conhecer o Campus Caxias”, disse a Maria Eduarda Santos.

A abertura do Festival foi feita pelo grupo de teatro Escola EnCena,  e  o encerramento ficou por conta do espetáculo Brasil Gueto Brasil, do Núcleo de Dança do Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA), de Teresina/PI. Coordenado pelo professor Kácio Santos, o espetáculo instigou questionamentos sobre os povos nomeados guetos no contexto urbano brasileiro. “Esse espetáculo foi criado em 2017 a partir da ideia de pensar a dança como subalternidade. Ao palco, nós levamos como fundo principal os marcadores raça, gênero e classe da sociedade brasileira, que foram marcadores que utilizei na minha dissertação de mestrado. Então, temos meio que um desdobramento desse processo que eu vivi durante a pós-graduação”, explicou o professor Kácio, que é também o coreógrafo do espetáculo. O elenco composto por estudantes dos cursos de graduação do UNIFSA, que no palco apresentam não apenas as danças, mas as músicas e vozes das populações periféricas. “Questionamentos como ‘O que é um Gueto? Existe dança de Gueto? Quais são estes corpos nomeados Guetos?’ fazem parte do espetáculo  e mostra como  o espetáculo ‘Brasil Gueto Brasil’ pensa sobre os povos nomeados guetos dentro de um contexto urbano brasileiro”, pondera Kácio.

“Pela construção do tema de caráter crítico- social, essa edição foi umas das melhores”, avaliou a professora Vanda Marinha. “O tema foi embasado na situação que estamos vivenciando, sobretudo, no tocante a arte que vem sendo criticada”, afirmou a professora. “No contexto da poesia, vimos um panorama critico e histórico quando alunos pesquisaram e sistematizaram a questão da própria ditadura, do comportamento e do homem frente a essas mudanças sociais e politicas”, destacou.

“O Campus constrói ações educativas no sentido de dignificar arte”, afirmou o diretor de desenvolvimento educacional, Raimundo Filho, citando como exemplo a participação dos alunos no grupo de teatro e dança em diversos eventos institucionais. Raimundo Filho também destacou a participação da comunidade externa. “A nossa intenção é apresentar para a comunidade externa que no Campus Caxias também produz arte. Por isso, nessa edição a comissão organizadora envolveu muito bem o público externo nesse processo criativo, através das exposições, desenhos e apresentações musicas, por exemplo”, destacou Raimundo Filho.

O evento foi acompanhado pelo diretor-geral do Campus, João da Paixão Sores. “O nosso  papel também é proporcionar a fruição e reflexão acerca das linguagens artísticas”, ponderou o diretor-geral. “O evento é uma oportunidade para estreitar os laços com a comunidade local, com outras instituições e mostrar o protagonismo do Campus Caxias na cidade”, complementou. “Sinto orgulho ao vê nosso Campus movimentado com atividades desenvolvidas por estudantes e servidores comprometidos e empenhados”, frisou João da Paixão. “Além de ser uma oportunidade para mostrar os estudantes e convidados mostrarem suas habilidades artísticas e criativas, o Festival dar visibilidade à cultural local e potencializa as ações já existentes na área, contribuindo com a formação de novos agentes culturais”, concluiu.

 

Confira a galeria de fotos do 6º Festival de Artes e 2º Festival Literário

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