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Campus Caxias produz detergentes e desinfetantes

Produtos serão doados para pessoas em situação de vulnerabilidade social que residem no entorno do campus.
  • Assessoria de Comunicação, com informações do campus
  • publicado 14/04/2020 19h58
  • última modificação 14/04/2020 20h01

(Da esq. à dir.) Karine da Silva, Pedro Pavão, Fátima Pereira e Eduardo Alves

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias iniciou, no sábado (11), a produção de detergentes e desinfetantes para doar às pessoas em situação de vulnerabilidade social que residem próximas à unidade de ensino. A iniciativa é do professor Pedro Alberto Pavão Pessôa, da área de Química e chefe do Departamento de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (DPPGI), e de Fátima Maria de Souza Pereira, técnica em laboratório da área de Química. A ação ocorre no âmbito dos Laboratórios de Pesquisas em Ciências da Natureza (Lapecna) e em Óleos, Gorduras e Emulsões (Lapem), e conta com o apoio dos estudantes Eduardo Borba Alves e Karine da Silva Almeida, ambos do curso de Licenciatura em Química.

Conforme explica o professor Pedro Pavão, a ideia surgiu após tomar conhecimento de matéria no site institucional do IFMA sobre a produção de detergentes no Campus São Luís –  Centro Histórico (Extensão Itaqui Bacanga). “Ao ler a matéria, lembrei que tínhamos material no campus para produção, resultante de uma oficina da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Logo, acionei a direção do campus, a técnica Fátima e os alunos de Química. Todos apoiaram de imediato a ideia”, comemorou o professor. Ainda segundo Pedro Pavão, inicialmente, a intenção era produzir somente detergente. “Mas, analisamos a disponibilidade do material e estendemos a produção para desinfetantes também”, destacou.

Na etapa seguinte, a equipe realizará levantamento nos bairros próximos ao IFMA, como Teso Duro e Antenor Viana, para identificar as pessoas em situação de vulnerabilidade social. A previsão é que a distribuição ocorra ainda esta semana. “A produção é mais uma medida para prevenir a propagação do coronavírus”, frisou o diretor-geral, professor João da Paixão. “Nós sempre tivemos um olhar atento e procuramos ajudar as comunidades próximas ao IFMA, principalmente. Então, na próxima reunião do Comitê Local para o Enfrentamento ao Coronavírus, vamos propor mais uma medida, que será a arrecadação de cestas básicas e mais produtos de higiene para doar a essas famílias”, afirmou o gestor.

 

Química em ação contra o coronavírus

A técnica Fátima Pereira frisa que o Ministério da Saúde orienta que o uso de desinfetantes e detergentes nos processos de limpeza e desinfecção de superfícies, conhecidos como saneantes, são grandes aliados neste momento de pandemia. Para a pasta do Governo Federal, a higienização das mãos e de locais de convívio são importantes para prevenir infecções pelo novo coronavírus (Covid-19).

Fátima Pereira destaca que o uso de detergentes e desinfetantes é uma alternativa ao álcool em gel. “Apesar de todo mundo falar somente do álcool em gel, é importante esclarecer que seu uso é mais indicado quando a pessoa não tem como lavar as mãos. Quando você está na rua, por exemplo. Em casa, você pode higienizar as mãos com outros detergentes, já que é o vírus é encapsulado e bastante sensível ao contato com aqueles”, disse. “O vírus não é um ser vivo. Ele é como se fosse uma bolinha cheia de informações que vão nos contaminar. Então, para destruir essa bolinha, usamos o sabão, por exemplo, que vai quebrar uma casquinha da bolinha; rompendo-a, vamos estar nos protegendo. Por isso, a importância do detergente e também de lavar as mãos, por exemplo”, afirmou a técnica do campus.

O professor Pedro Pavão esclarece que a produção segue as normas técnicas e exigidas pelos órgãos de fiscalização. Do ponto de vista da Química, o professor explica como o processo ocorre. “O detergente líquido é formado por substâncias que possuem características anfipáticas, ou seja, que apresentam uma camada hidrofílica e outra hidrofóbica. No caso, uma reage com a água e a outra não. Essa característica faz com que o detergente interaja tanto com a água quanto com a gordura, facilitando, dessa forma, a remoção da sujeira”, disse.

Segundo o professor, atualmente, existe preferência por detergente, por ser uma opção mais barata e eficiente ao sabão. Ele ressalta que o Conselho Federal de Química (CFQ) recomenda detergentes no processo de lavagem graças às propriedades químicas que removem a maior parte da flora microbiana na superfície da pele. O composto, explica Pedro Pavão, oferece uma certa resistência à reação com as águas duras.

No preparo de detergente líquido foi utilizada solução de hidróxido de sódio. “É a soda cáustica, como conhecemos. E utilizamos o ácido sulfônico em uma solução com água”, complementou. “No preparo, usamos a solução de soda cáustica; depois, o ácido sulfônico. Então, misturamos este ácido na água. Logo após essa diluição, acrescentamos a soda cáustica. Então, verificamos o pH do meio, que necessariamente precisa estar uma faixa considerada entre 6 e 8, que é a recomendada”, disse. A etapa seguinte, explica Pedro Pavão, é acrescentar o lauril. “Depois, vem a amida 60 com cloreto de sódio. E, por fim, a essência, o corante e, para conservar, acrescentamos também formaldeído”, concluiu.

Quanto aos desinfetantes, produtos para limpeza de casa, Pedro Pavão lembra que eles têm a função de eliminar microrganismos patogênicos, através de aplicações específicas.

 

Colabore com as iniciativas do Campus Caxias

O diretor de Desenvolvimento Educacional, professor Raimundo Filho, afirma que o campus está em contato com empresas e instituições parcerias para ampliar as ações desenvolvidas pelo IFMA. “O Departamento de Relações Institucionais (DERI) está promovendo estes contatos para que possamos continuar com as ações solidárias e de produção de itens usados por profissionais de saúde, como protetores faciais”, afirmou o diretor, acrescentando ainda que o campus se prepara para a produção de álcool antisséptico (em gel).

Os interessados em colaborar com as iniciativas da unidade de ensino devem entrar em contato através dos e-mails [email protected] (Comitê Local de Enfrentamento ao Coronavírus), [email protected] (Ronilson Pinheiro – Extensão), [email protected] (Luis Fernando – Fábrica de Inovação) ou [email protected] (Pedro Pavão – Pesquisa).

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