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IFMA realiza manejo de abelhas nativas

Atividade foi realizada por Maria Verônica Meira (professora) e Joabe Carneiro (técnico em agropecuária)
  • Assessoria de Comunicação
  • publicado 24/06/2020 11h34
  • última modificação 24/06/2020 11h34

Discos de abelha tubi em manejo.

Com a suspensão das aulas presenciais e adoção do trabalho remoto, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias manteve em funcionamento somente as atividades e os serviços essenciais para garantir a continuidade e a preservação do serviço público. Dadas as peculiaridades, a Fazenda Escola segue com as atividades de cuidados aos animais e o manejo de cultivos vegetais.

A Fazenda conta com vários setores, como caprinocultura de leite, ovinocaprinocultura de corte, bovinocultura, avicultura, apicultura e meliponicultura, além de áreas implantadas com hortaliças, frutíferas, piquetes com forrageiras para pastejo e capineira. Todos esses setores têm recebido práticas de manejos conforme as suas necessidades específicas. Entre eles, o setor de abelhas. Na última quarta-feira (17), a professora Maria Verônica Meira e o técnico em agropecuária Joabe Carneiro realizaram o manejo nos meliponários, sistema de criação de abelhas sem ferrão. Na atividade, eles foram acompanhados pelo colaborador Edvando Luis da Conceição Sarmento.

Conforme explica Verônica Meira, responsável pela disciplina de Apicultura e Meliponicultura no curso de Zootecnia, os meliponários implantados no Campus Caxias contam com as espécies nativas Tiúba ou Uruçú Cinzenta do Maranhão e a abelha Tubi.  “No momento, as atividades serão voltadas para a ampliação do número de enxames da espécie Tiúba. A proposta é desenvolver estas colmeias para a produção de mel”, afirma. O meliponário com as abelhas Tiúbas dispõe de seis colmeias que estão em processo de expansão.

Já o meliponário com as abelhas Tubi conta com dez colmeias. “Essas abelhas têm grande potencial para produção de pólen e própolis, inclusive a proposta é trabalhar com a espécie nesta perspectiva. Dessa forma, faz-se necessário desenvolver pesquisas para se ter maior precisão sobre o potencial da abelha Tubi”, frisa Meira.

No manejo realizado com as abelhas Tubi, foi retirado pólen e própolis das colmeias. Em apenas em duas colmeias, obteve-se um total de cinco quilos e quatrocentos gramas de pólen e quinhentos gramas de própolis. “Isso corresponde à média de dois quilos e setecentos gramas de pólen e duzentos e cinquenta gramas de própolis por colmeia, sendo esse apenas manejo de rotina”, esclarece a professora.

O  técnico em agropecuária Joabe Carneiro frisa que a meliponicultura, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável, também pode favorecer economicamente as comunidades rurais, especialmente os agricultores ligados à agricultura familiar. “Porém, é necessário que o poder público viabilize a assistência técnica”, pondera Joabe Carneiro.

Além das Abelhas Nativas Sem Ferrão (ASF), a Fazenda Escola conta com apiário que está em fase de expansão. “A dificuldade que temos enfrentado com as abelhas são as queimadas, que geralmente ocorrem a partir do mês de outubro de cada ano. Elas [as queimadas] acarretam perdas de enxames” afirma a professora Verônica Meira.

A proposta da professora, além de pesquisas com as abelhas nativas, é instalar um Núcleo de Conservação de ASF no Campus, obter produtos das abelhas nativas e africanizadas, como mel, pólen e própolis, que serão úteis para as aulas nos cursos de Zootecnia, Agropecuária e Agroindústria, além de ações de extensão. “O Núcleo será um misto com colmeias. O foco será a educação ambiental, garantir a permanência de espécies na natureza e doar o que foi obtido aos produtores, por exemplo”, concluiu.

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