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Pesquisa sobre libélulas é publicada em revista internacional

Trabalho foi publicado na revista International Journal of Odonatology, especializada em estudos sobre ecologia, etologia, fisiologia, genética, taxonomia, filogenia e distribuição geográfica de Odonata.
  • Assessoria de Comunicação com informações do campus
  • publicado 22/07/2020 21h11
  • última modificação 22/07/2020 21h11

Professor e ex-estudante do curso de licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias publicaram artigo na International Journal of Odonatology, revista que fornece publicação sobre ecologia, etologia, fisiologia, genética, taxonomia, filogenia e distribuição geográfica  de Odonata.

Lucas apresenta a pesquisa em Simpósio

Com o título “Congruence of the composition of Odonata between dry and rainy seasons in the Maranhense Cerrado” (Congruência da composição de odonata entre as estações de estiagem e chuvoso no Cerrado Maranhense, em português), o artigo foi escrito por Lucas Pereira Moura, ex-aluno do Campus Caxias e mestrando em biodiversidade, sob orientação do professor Daniel Veras. A pesquisa também leva a autoria de Sheyla Regina Couceiro (Universidade Federal do Oeste do Pará), e de Leandro Juen (Universidade Federal do Pará).

O objetivo de trabalho foi avaliar a congruência de resposta da comunidade de libélulas em duas estações sazonais em riachos da transição entre Cerrado e Caatinga. Os autores citam, inicialmente, que nos riachos tropicais a sazonalidade tem forte influência sobre a heterogeneidade, alterando os recursos disponíveis e ocasionando o carreamento de organismos, substrato e matéria orgânica. “Isso provoca mudanças nas variáveis limnológicas, bem como na composição de espécies”, apontam.

 

Metodologia

Lucas realiza coleta dos imaturos de odonata

No estudo, foram amostrados 10 riachos afluentes do rio Itapecuru, em Caxias, no leste do Maranhão, no período de julho a dezembro de 2017, meses de menor precipitação, e de janeiro a junho de 2018, meses de maior precipitação. Um total de 386 espécimes foram coletados, sendo 160 na estação de menor precipitação e 226 para a estação de maior precipitação.

Como conclusão, os pesquisadores apontam que “a riqueza e abundância de Odonata e suas subordens individualmente não foram influenciadas pela estação amostrada (seca ou chuvosa), o que não significa que a composição não tenha sofrido alterações”. Porém, relatam que mudanças na assembleia foram significativas para Odonata em geral e Anisoptera entre estações. Essas observações resultam de processos ecofisiológicos de desenvolvimento das duas subordens. Assim, a diferença na precipitação pluviométrica proporciona uma mudança nas espécies, não alterando a riqueza ou abundância, mas sim a composição.

 

Conclusões

“Neste trabalho, concluímos que para pesquisas em biodiversidade e ambientais, as coletas dos espécimes de odonata devem ocorrer em ambos os períodos, regimes hídricos”, destaca Daniel Veras, coordenador do Laboratório de Ecologia de Comunidades (LaECO) do Campus Caxias. O LaECO é referência internacional na área, sendo, inclusive, destaque no Hetaerina, boletim semestral da Sociedade de Odonatologia Latinoamericana (SOL), que tem como objetivo divulgar informações de interesse comum e que auxiliem no estudo e conservação dos odonatos na América Latina.

 

Outros destaques

Lucas Moura e Daniel Veras

Recentemente, Daniel Veras, juntamente com o professor Daniel Lustosa e ex-estudantes do Campus Caxias, teve dois artigos publicados na Scientia Amazonia, revista que tem como missão divulgar a produção acadêmica e científica de todas as áreas do conhecimento (Biológica, Exata e Humana), via eletrônica, nas línguas portuguesa, espanhola ou inglesa.

“É relevante ter artigo publicado em uma revista internacional renomada para os pesquisadores de libélulas, organismos que são excelentes modelos para investigações ecológicas e ambientais”, disse o professor em referência à publicação mais recente.

Daniel Veras frisou que o artigo tem como autor principal o ex-aluno Lucas Moura. “Na graduação, orientei Lucas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, em pesquisa que buscou verificar se há congruência entre a composição de imaturos de Odonata entre o período de cheia e de seca”, disse.

Segundo Daniel Veras, a pesquisa deve continuar. “Estamos trabalhando numa sequência, que é verificar se a coleta da fase imatura e de adultos dão as mesmas respostas ecológicas ou se há respostas complementares de forma que tenhamos que coletar tanto adultos quanto imaturos. Em breve estaremos finalizando a escrita desse manuscrito para submissão”, concluiu.

Para saber mais sobre o LaECO, acesse o perfil no Instagram.

Clique aqui para baixar gratuitamente o artigo.

 

 

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